Sopa de baroa e amêndoas / Arracacha and almond soup

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Por ser ovolactovegetariana há tantos anos, eu tenho alguma dificuldade em pensar eu um cardápio inteiro vegano. É uma questão de costume. Da mesma forma que muita gente fica chocada por eu ser vegetariana me pergunta o que sobra pra eu comer (mas gente, como assim? Eu só não como carne!), eu tenho a tendência de depender de laticínios e usá-los na maioria das minhas receitas.

Mas tenho tentado fazer esse exercício. Além de a dieta vegana ser mais saudável (a digestão dos veganos é a coisa mais linda!), os pratos podem ser lindos e deliciosos, desde que você seja criativo. E muitas vezes, ficam bem mais em conta.

Esse não é o caso rs. Batata baroa não é lá tão baratinha e amêndoas costumam pesar no bolso. Mas vale à pena. Essa sopa é incrível e muito fácil de fazer. Olha que maravilha!

Adaptei a receita do blog lindo Green Kitchen Stories.

Ingredientes:

  • 4 batatas baroa
  • 1 cabeça de alho
  • 1 cebola
  • Azeite
  • 1 xícara de amêndoas sem sal
  • Água
  • Sal a gosto
  • 20 uvas (opcional)
  • Tomilho (opcional)

Pré-aqueça o forno a 200ᵒC. Pique a batata em pedaços médios. Descasque o alho e a cebola e pique em pedaços. Regue com um pouco de azeite e polvilhe duas pitadas de sal. Arrume em um tabuleiro e leve ao forno por aproximadamente 40 minutos ou até começar a dourar.

Enquanto isso, ferva dois copos de água em uma panela e acrescente as amêndoas. Cozinhe por 5 minutos. Retire da água e assim que esfriar, remova as cascas. Elas saem facilmente.

Quando as batatas, cebola e alho estiverem tenros, retire-os do forno. Junte os legumes e as amêndoas descascadas com dois copos de água. Use um mixer para bater até ficar completamente homogêneo. Caso não tenha um mixer, bata em um liquidificador. Confira o tempero. Caso a sopa esteja muito seca, acrescente mais água. Cozinhe até ferver.

Sirva imediatamente com um fio de azeite, uvas e folhas de tomilho fresco. Infelizmente, eu esqueci de comprar o tomilho… rs

Essa receita serve 5 pessoas.


Being an ovo-lacto vegetarian for so many years, I have some trouble coming up with a whole vegan menu. It’s a matter of habit, I know. The same way some people are flabbergasted that I’m a vegetarian and ask me what’s left for me to eat (come on guys, the ONLY thing I do NOT eat is meat!), I tend to depend on dairy products and use them on most of my recipes.

Nevertheless, I have been trying to make this exercise. Besides being much more healthy diet (vegans have an amazing digestive system, it’s a thing of beauty!), the dishes can be beautiful and delicious, as long as you get creative. And they’re often cheaper.

Unfortunately, this is not the case (in Brazil, at least). The root that I used (arracacha) is typical to South America and even here it is a bit expensive (and so are almonds, by the way). But it’s worth it. This soup is amazing and so easy to make!

Now if you’re not from here, I have no idea if you’d be able to find arracacha. But fear not, there are replacements. In fact, you can stick to the original recipe (from Green Kitchen Stories) and use parsnip or parsley root.

Ingredients:

  • 4 arracachas or parsnips or parsley root
  • 1 garlic bulb
  • 1 onion
  • Olive oil
  • 1 cup of almonds
  • Water
  • Salt to taste
  • 20 grapes (optional)
  • Thyme (optional)

Turn the oven on at 200ᵒC. Chop the roots into medium-sized chunks. Peal the garlic and onion and chop them as well. Drizzle with a little bit of olive oil and sprinkle some salt. Spread everything on a tray and bake for about 40 minutes or until it all starts getting golden.

Meanwhile, boil 2 cups of water on a pan and add the almonds. Cook for about 5 minutes. Remove them from the water and as soon as they get cooler, peal each of them.

When the roots, onion and garlic are soft, remove them from the oven. On a pan, put the vegetables, the almonds and 2 cups of water. Puree everything using an immersion blender, until the mixture gets completely smooth. In case you don’t have one, use a food processor or regular blender. Check the seasoning. In case the soup is too thick, add more water. Let it cook until it boils.

Serve at once with a drizzle of olive oil, grapes and a spring of fresh thyme. Unfortunately, I forgot to buy thyme…

This recipe serves 5 people.

Bolinhos de couve-flor / Cauliflower tots

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Eu ando procurando receitas de lanches gostosos e saudáveis. Batatinhas assadas, chips de couve ou abobrinha, pipoca com ervinhas, patês de legumes ou verduras… Tenho quase uma coleção! Como eu me recuso a fritar, adapto as receitas tradicionais e faço tudo no forno.

O post de hoje é um bom exemplo. “Tater tots” são bolinhos de batata fritos muito comuns nos EUA. Mas como não são lá muito saudáveis, o mundo resolveu responder com tots (ou bolinhos) de couve-flor. Adaptei essa receita do blog Skinny Taste e assei essas belezinhas.

Usei o mesmo método de cozinhar a couve-flor da base da pizza. Ficaram lindos e deliciosos, olha!

Ingredientes:

  • ½ couve-flor
  • 1 ovo
  • ½ cebola picada fininha
  • 1 pitada de orégano
  • 5 folhas de manjericão
  • ½ xícara de queijo parmesão ralado
  • ½ xícara de farinha de pão temperada (caso faça a farinha em casa, use 3 fatias de pão de forma ou um pão francês, 2 colheres de chá de alho torrado, 1 colher de chá de azeite e sal – veja o procedimento abaixo)
  • Sal a gosto
  • Azeite para untar

Ligue o forno a 180°C. Lave a couve-flor e corte-a em pedaços médios. Bata em um processador de alimentos ou liquidificador, até que os pedaços fiquem pequenos como grãos (caso só tenha o liquidificador, bata aos poucos e resista a tentação de usar água!).

Leve ao forno em um tabuleiro ou pirex, por 15 minutos.

Para fazer a farinha, leve o pão ao forno por alguns minutos e retire assim que ficar crocante. Bata em um processador ou liquidificador com um pouco de sal, azeite e o alho torrado. Essa é a sua farinha de pão temperada. Reserve.

Retire a couve-flor do forno e despeje em um pano de prato limpo. Junte as pontas e aperte, até que toda a água tenha escorrido (você vai precisar deixar esfriar um pouco antes de começar ou vai acabar queimando as mãos. Ai!).

Doure a cebola em uma frigideira. Junte com a couve-flor, o ovo, as ervas, o parmesão e a farinha de pão. Confira o tempero.

Faça bolinhos com a ajuda de uma colher. Você pode escolher o formato, essa parte é a mais divertida :-) Unte um tabuleiro com azeite e espalhe os bolinhos.

Asse por aproximadamente 20 minutos (se o seu forno for bom. Como sempre, o meu me fez esperar rs) virando cada um no meio do processo. Eles estão prontos quando estiverem dourados. Sirva-os ainda quentes! Eu, que ando viciada em mostarda, achei que combinou bastante.

Essa receita rende aproximadamente 20 bolinhos.

I have been looking for good recipes for tasty and healthy snacks. Baked potato wedges, kale or zucchini chips, herbed popcorn, vegetable spreads and dips… I have almost a collection! And as I refuse to deep fry anything, I always adapt any traditional recipe and bake it all up.

Today’s post is an example. “Tater tots” are fried potato cylinders and are everywhere in the US. But as they’re not at all healthy, the world responded to them with cauliflower tots. Baked ones, of course. I adapted this recipe from Skinny Taste.

I cooked the cauliflower the same way I did the pizza crust. The tots turned out cute and delicious, look!

Ingredients:

  • ½ head of cauliflower
  • 1 egg
  • ½ onion – chopped finely
  • 1 pinch of oregano
  • 5 basil leaves
  • ½ cup of parmesan cheese – grated
  • ½ cup of seasoned breadcrumbs (in case you’re making yours at home, use 3 slices of bread, 2 tablespoons of toasted garlic, 1 teaspoon of olive oil and salt – see the procedure below)
  • Salt to taste
  • Olive oil – to grease

Turn the oven on at 180°C. Wash the cauliflower and chop it into medium sized florets. Blitz them on a food processor (or a blender. It takes a while, but it works, as long as you do it little by little. Do NOT use water). Stop when it has reached the size of rice. Bake for 15 minutes on a baking tray.

To make the crumbs, take the bread slices to the oven and remove them as soon as they get crispy. Blend them with salt, olive oil and toasted garlic. These are your seasoned breadcrumbs. Set aside.

Remove the cauliflower from the oven and dip it on a clean cloth. Hold the tips and squeeze, removing all the water (you’ll probably need to let it cool a bit before handling or you’ll burn your hands. Ouch!).

Cook the onion until golden. Mix it with the cauliflower, the egg, the herbs, the parmesan cheese and the breadcrumbs. Check the seasoning.

Make the tots using a spoon. You can the choose the size and shape, that’s the fun part :-) Grease a baking tray and spread the tots on top.

Bake for about 20 minutes (if your oven is good. As usual, mine made me wait much longer), turning upside down in the middle of the process. They’ll be ready when they turn golden. Serve them still hot. I’m currently addicted to mustard, so I dip them in it and liked the combo.

This recipe yields about 20 tots.

Pasta de espinafre, masala e iogurte / Spinach, masala and yogurt dip

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Desde que saí de casa e comecei a fazer minhas próprias festinhas, aprendi o valor de um patê ou pasta bem gostosa para ser servida como acompanhamento. Não é sempre que eu tenho vontade de passar horas na cozinha e é sempre bom ter uma receita deliciosa e fácil como alternativa. Além de satisfazer a fome e desejo dos amigos, posso curtir a festa sem me preocupar :-)

Essa pasta de espinafre é absolutamente incrível, exótica e viciante. A Mandy do Lady and Pups é a pessoa genial que transformou um creme de espinafre sem graça em um banquete de sabores. Eu mudei um pouco a combinação, porque não tinha todos os ingredientes. Mas ela continuou deliciosa!

A receita usa iogurte grego sem sabor. Eu sei que devo essa receita há tempos, me perdoem! Vou me organizar para fazer o post assim que possível, ok?

Ingredientes:

  • 1 maço de espinafre
  • 1 colher de sobremesa de óleo
  • ½ xícara de passas
  • 3 colheres de sopa de manteiga
  • 1 cebola grande picada em cubinhos
  • 1 dente de alho amassado
  • 2 colheres de sopa de farinha de trigo
  • 1 ½ colher de chá de garam masala
  • 1 colher de chá de cominho em pó
  • 1 xícara de leite
  • ½ xícara de iogurte grego natural
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • Pimenta calabresa

Deixe as passas em água quente por alguns minutos até incharem.

Separe e lave as folhas do espinafre (é melhor não usar os talos nessa receita. Caso queira utilizá-los depois, sugiro refogar e servir com arroz. Fica uma delícia!). Corte-as bem finas e leve-as à frigideira com o óleo e alho. Cozinhe rapidamente, até ficarem tenras. Deixe esfriar por alguns minutos e retire todo o líquido, apertando bem com as mãos (essa água também pode ser usada em outra receita).

A base da pasta é molho branco. Para fazê-lo, aqueça duas colheres de manteiga em uma panela até começar a borbulhar. Adicione a cebola e cozinhe até começar a dourar. Acrescente a farinha e mexa bem. Com o fogo baixo, vá adicionando o leite bem aos poucos, mexendo sempre. Isso é importante para evitar caroços. Assim que a mistura atingir a textura desejada, junte o sal, a pimenta, a garam masala e o cominho.

Remova as passas da água e adicione-as ao molho, junto com o espinafre. Confira o tempero e cozinhe mais até reduzir um pouco, caso a consistência esteja um tanto líquida.

Acrescente o iogurte grego e misture bem. Não deixe a pasta ferver depois de adicioná-lo. Misture a última colher de manteiga, polvilhe cominho e pimenta calabresa por cima. Sirva essa maravilha morna, com pães.

Essa receita serve 4 a 6 pessoas.

Since I left my family’s home and started making my own parties, I learned the value of a good dip or spread to be served as a side dish. Since I don’t always feel like spending hours in the kitchen, it’s a good idea to have a delicious and easy recipe to turn to. Besides satisfying my friends’ hunger, it leaves me free to enjoy the party :-)

This spinach dip is absolutely incredible, exotic and addictive. Mandy from Lady and Pups is the genius who turned old boring creamed spinach into a feast of flavor. I changed the combinations a bit, because I didn’t have all the ingredients. But it was still delicious!

The recipe uses Greek yogurt. I know I’ve promised you this recipe ages ago, so forgive me! I’ll make sure to organize myself to make the post as soon as possible, ok?

Ingredients:

  • 1 bunch of spinach (about 500g)
  • ½ tablespoon of oil
  • ½ cup of raisins
  • 3 tablespoons of butter
  • 1 large onion – diced
  • 1 garlic clove – smashed
  • 2 tablespoons of flour
  • 1 ½ teaspoon of garam masala
  • 1 teaspoon of ground cumin
  • 1 cup of milk
  • ½ cup of Greek yogurt
  • Salt to taste
  • Ground black pepper to taste
  • Chili flakes

Leave the raisins in hot water for a few minutes until they increase in volume a bit.

Separate and wash the spinach leaves (I wouldn’t use the stalks in this recipe. In case you want to use them later, I suggest stir-frying and serving them with rice. It’s great!). Cut the leaves finely and take them to a frying pan with the oil and garlic. Cook for a few minutes, until tender. Let them cool for a bit and remove all the liquid, squeezing with your hands (this water can also be used in another recipe).

The base of the dip is béchamel sauce. To make the sauce, heat up two tablespoons of butter in a pan, until bubbly. Add the onion and cook until it starts turning golden. Add the flour and mix well. At low heat, add the milk little by little, stirring non-stop. This is important to avoid lumpy sauce. As soon as the mixture reaches the desired texture, add the salt, pepper, garam masala e cumin.

Remove the raisins from the water and add them to the sauce, along with the spinach. Check the seasoning and cook until it reduces a little, in case the consistency is a bit too runny.

Add the Greek yogurt and mix well. Don’t let the mixture boil after you add it. Mix in the last tablespoon of butter, sprinkle some ground cumin and chili flakes on top. Serve warm, with bread.

This recipe serves 4 to 6 people.

Batatas recheadas com gorgonzola / Blue cheese potato skins

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Sabe aqueles dias em que você não tem paciência para cozinhar algo complicado? Aqueles momentos quando você quer um petisco bacana ou uma refeição rápida e simples…

Batata é sempre uma boa, desde que você tenha tempo. Esse prato é incrivelmente fácil e delicioso. E pode variar de entradinha – caso você use batatas pequenas – a uma refeição completa – se você usar batatas médias. Seja como for, é uma carta ótima para se ter na manga.

Adaptei a receita do Jamie para deixa-la ainda mais simples. Não tem erro!

Ingredientes:

  • 4 batatas médias (ou 12 pequenas)
  • 150g de gorgonzola
  • Azeite

Aqueça o forno a 200°C. Espalhe azeite nas batatas, faça alguns furinhos e coloque para assar em um tabuleiro por aproximadamente 1 hora, ou até ficarem tenras.

Retire do forno e com cuidado, parta as batatas ao meio (sem desligar o forno!). Com uma colher, retire o miolo das batatas, deixando uma camada de pelo menos 1cm junto da casca.

Misture esse miolo com o gorgonzola, misturando bem. Confira o tempero. Coloque o recheio nas batatas e leve ao forno novamente por 10 minutos.

Sirva ainda quente, com uma salada simples e mostarda.

Essa receita alimenta 2 a 4 pessoas.

There are days in which I have no patience to cook anything fancy. All I want is something nice to nibble on or a quick and simple meal. Do you feel the same?

Potatoes are always a good choice, as long as you have time. This dish is incredibly easy and delicious. And you can serve it as an appetizer – in case you’re using small potatoes – or as a complete meal – if you use medium potatoes. Whatever the case, it’s a great recipe to have up your sleeve.

I adapted the original from Jamie, to make it even simpler. There is simply no mistake to this!

Ingredients:

  • 4 medium potatoes (or 12 small)
  • 150g of blue cheese
  • Olive oil

Turn the oven on at 200°C. Spread some olive oil on the potatoes, make tiny holes on the skin and bake them for about 1 hour, or until tender.

Remove them from the oven and carefully cut them in half (leave the oven on!). With a spoon, remove the center of the potatoes, leaving a layer of about 1cm next to the skin.

Mix the scraped potato with the blue cheese. Check the seasoning and stuff the half potatoes with the mixture. Take them to the oven again for about 10 minutes.

Serve them still warm, with a simple salad and some mustard.

This recipe feeds 2 to 4 people.

Pizza de couve-flor / Cauliflower crust pizza

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Nunca liguei pra moda. Na verdade, nunca entendi a ideia de alguém que dita “tendências”. Mas eu tenho que admitir que em relação à comida, eu sempre procuro saber das novidades. Talvez por não ser tão criativa assim para criar algo do nada (ou por preguiça de reinventar a roda), muitas vezes eu pesquiso pela web para ver o que há de mais bacana no mundo culinário. Nada chique, só aquilo que as pessoas normais têm feito em casa aí pelo mundo :-) E, claro, tento colocar meu toque pessoal e dicas que aprendo ao fazer.

Pizza com base de vegetais é uma dessas coisas da moda da cozinha. Muita gente faz dieta para emagrecer ou prefere comer menos glúten por questões de saúde, e usar vegetais é uma opção incrível para quem não abre mão de uma pizza. A couve-flor é a preferida e funciona super bem.

Já tive alguns problemas com a base, que grudou no papel manteiga. O ideal é extrair a umidade natural da couve-flor, tirando a água depois de cozinhar (aprendi isso no iFOODreal).

Descrevi uma cobertura simples de tomate e muçarela, mas sintam-se à vontade para inventar! Essa é a parte mais bacana!

Fiz uma pizza pequena, mas os ingredientes da lista são suficientes para fazer uma média.

Ingredientes:

  • 1 couve-flor grande
  • 2 ovos
  • ½ xícara de queijo parmesão ralado
  • Orégano a gosto
  • 1 pitada de sal
  • Rodelas de tomate (ou molho)
  • 1 xícara de muçarela ralada

Ligue o forno a 180°C. Lave a couve-flor e corte-a em pedaços médios. Bata em um processador de alimentos ou liquidificador, até que os pedaços fiquem pequenos como grãos.

Leve ao forno em um tabuleiro ou pirex, por 15 minutos.

Retire do forno e despeje em um pano de prato limpo. Junte as pontas e aperte, até que toda a água tenha escorrido (talvez você precise deixar esfriar um pouco antes de começar). Isso é importante para que a pizza não grude na forma.

Cubra uma forma redonda com papel manteiga e regue com azeite. Misture a couve-flor com os ovos, o parmesão, o orégano e a pitada de sal. Espalhe a mistura por cima do papel, fazendo a base da pizza. Deixe uma espessura de aproximadamente 6mm. Leve ao forno por 20 minutos.

Retire do forno e cubra com a muçarela, o tomate e mais um pouco de orégano. Leve ao forno novamente por 5 minutos ou até que o queijo esteja derretido.

Prontinho! Coma ainda quente!

Essa receita serve 2 pessoas.

I don’t really dig fashion. I never really understood the idea of someone who creates trends for other people. But I have to admit that when it comes to food, I’m always after the new thing. Perhaps because I’m not so creative as to keep coming up with something new out of thin air (or because I’m too lazy to invent the wheel again), I often search the web to see what is cool and new in the culinary world. And I don’t mean anything fancy, just what normal people have been cooking at home around the world :-) And of course, I try to add a personal touch or tips that I learn while making the dishes.

Vegetable crust pizza is one of these cooking trends. So many people try to lose weight or to eat less gluten for health reasons and using vegetables is a great option when you crave that delicious pizza. Cauliflower is a favorite and works really well.

I had some trouble with the base, which got stuck in the paper. The best thing to do is to extract most of the natural moist of the cauliflower, removing the water after cooking it (I learned that neat trick with iFOODreal).

I described a simple tomato and cheese topping, but feel free to use whatever you want! That is the best part!

I made a small pizza, but the ingredients in the list are enough for a medium one.

Ingredients:

  • 1 large cauliflower
  • 2 eggs
  • ½ cup of grated parmesan cheese
  • Oregano to taste
  • 1 pinch of salt
  • Tomato slices (or sauce)
  • 1 cup of grated mozzarella cheese

Turn the oven on at 180°C. Wash the cauliflower and cut it into medium pieces. Grind it using a blender or food processor, until the pieces are small as grains.

Take it to the oven on a baking tray for 15 minutes.

Remove it from the oven and dip it on a clean cheesecloth. Grab the tips and squeeze until all the water has drained (you may need to let it cool a little before starting). This is important so that the pizza won’t stick to the tray.

Cover a round baking tray with parchment paper and drizzle the paper with olive oil. Mix the cauliflower with the eggs, the parmesan cheese, oregano and pinch of salt. Spread the mixture on top of the paper, making the pizza crust. It should be about 6mm thick. Bake for about 20 minutes.

Take it out of the oven and cover it with mozzarella, tomato and a bit more of oregano. Bake for another 5 minutes or until the cheese has melted.

And it’s done! Eat it while it’s hot!

This recipe serves 2 people.

Suspiro de amendoim com chocolate / Peanut meringue with chocolate

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Eu nunca fui muito fã de suspiro. A minha mãe tem uma expressão para esse tipo de doce que é gostoso, mas não é lá grandes maravilhas: desperdício de calorias ;-) Em uma família em que todo mundo sofre com a balança, a gente tem que escolher bem as sobremesas favoritas rs. E suspiro nunca esteve lá na minha lista.

Até que eu comi um diferente. Eu nunca entendi a paixão dos ingleses por suspiro até aquele dia. O chef do restaurante/pousada onde eu trabalhava misturou avelãs torradas e moídas com as claras e depois de pronto, decorou com uma calda de chocolate. E eu me apaixonei perdidamente.

Esse post é uma homenagem àquele dia e é uma chance de me redimir com o suspiro. Usei como base uma receita do Jamie (linda e bem mais complexa, por sinal) e adaptei para os ingredientes que tinha em casa.

Suspiro do meu coração, diz que me perdoa!

Ingredientes:

  • 3 claras de ovo
  • 7 colheres de sopa de açúcar de confeiteiro
  • 2 colheres de sopa de amendoim torrado e moído (ou avelãs)
  • 3 colheres de sopa de amêndoas (ou avelãs) picadas e torradas
  • 70g de chocolate picado (aproximadamente meia barra – usei meio amargo)
  • 1 pitada de sal
  • 1 pitada de flor de sal

Ligue o forno a 180°C e cubra um tabuleiro grande com papel manteiga.

Em uma vasilha limpa, bata as claras de ovo em picos firmes usando uma batedeira. Não deixe cair água, gema, cascas de ovos ou nenhuma outra impureza nas claras. Adicione o sal e vá colocando o açúcar lentamente, colherada por colherada, enquanto continua batendo. O resultado final é brilhante e os picos são bem estáveis. O açúcar não estará mais granulado. Adicione o amendoim (ou avelã) torrado e moído na mistura e bata mais um pouco.

Coloque uma gotinha da mistura de clara nos cantos do papel manteiga, como se fosse uma cola. Vire de cabeça para baixo e grude no tabuleiro. Despeje as claras no tabuleiro, em cima do papel e faça picos da forma como preferir. Asse por 1 hora, até atingir uma consistência firme no exterior. O interior deve ser macio e delicioso.

Caso as amêndoas (ou avelãs) ainda não estejam torradas, toste-as em uma frigideira por alguns minutos, mexendo sempre. Tome cuidado para não queimar.

Pique o chocolate em pedaços e derreta em uma panela ou no micro-ondas.

Retire o suspiro do forno e deixe esfriar. Coloque-o no prato ou tábua onde for servir. Espalhe as amêndoas picadas e torradas em cima e enfeite com o chocolate derretido. Polvilhe com a flor de sal.

Essa receita serve 6 pessoas.

I was never much of a fan of meringue. My mother has an expression for the kind of dessert that is nice, but really that big a deal: waste of calories ;-) In a family in which everyone has trouble with their weight, we have to choose our sweets very carefully. And meringue was simply never on my list.

Until one day I tried a different one. Here in Brazil we usually eat them very small, crispy and bland. So I never really understood why the British love it so much until that day. The chef of the restaurant/inn where I worked mixed ground hazelnuts with the egg whites and decorated everything with dark chocolate. And that was it. I was madly in love.

This post pays homage to that day and gives me a chance to redeem myself with meringue. I used a recipe by Jamie (which is beautiful and much more complex and sophisticated, in fact) as a base and changed the ingredients for what I had at home.

My dearest meringue, say you forgive me!

Ingredients:

  • 3 egg whites
  • 7 tablespoons of icing sugar
  • 2 tablespoons of toasted and ground peanuts (or hazelnuts)
  • 3 tablespoons of almonds (or hazelnuts) – toasted and chopped
  • 70g of chocolate – chopped (I used bittersweet)
  • 1 pinch of salt
  • 1 pinch of fleur de sel

Turn the oven on at 180°C and cover a large baking tray with parchment paper.

In a clean bowl, whisk the egg whites until they make firm peaks. Do not let any water, yolk or any impurity fall on the egg whites. Add the salt and slowly whisk in the sugar, one spoon at a time. The result should be glossy and firm. The sugar should not be grainy anymore. Add the toasted ground peanuts (or hazelnuts) in the mixture and whisk until incorporated.

Place a drop of the mixture on each corner of the parchment paper, using it as glue. Turn it upside down and stick it to the tray. Pour the egg whites on the tray, on top of the paper and make peaks, shaping them as you prefer. Bake for 1 hour, until crispy outside. The interior will be chewy and delicious.

In case the almonds (or hazelnuts) are still not toasted, do that now on a frying pan for a few minutes, stirring often. Be careful not to let them burn.

Chop the chocolate into pieces and melt it on a pan or microwave.

Remove the meringue from the oven and allow it to cool. Place it on the plate or board in which it will be served. Spread the toasted chopped almonds on top and decorate with the melted chocolate. Sprinkle with fleur de sel.

This recipe serves 6 people.

Galette de abóbora e queijo de cabra / Pumpkin and goat’s cheese galette

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Eu nem sempre gostei de abóbora. Isso pode parecer um sacrilégio, especialmente vindo de uma vegetariana. Mas como eu já disse antes, isso tem muito a ver com a forma como o vegetal é cozido. Abobrinha derretida, beterraba cozida demais, e qualquer vegetal fervido até perder a cor e os nutrientes não agradam a ninguém. Pelo menos até onde eu entendo ;-)

Fui descobrir o potencial da abóbora depois de adulta. Nunca fui de recusar comida e sempre comi o que estava na mesa, mas comer com prazer mesmo, nem sempre. Mas hoje em dia, quando cozinho, as minhas formas favoritas são abóbora bem doce em alguma sobremesa, uma sopa bem saborosa ou se o prato é salgado, combinando com um queijo forte ou algo de sabor bem distinto.

Desafio os odiadores de abóbora a não gostar dessa torta. A canela e o açúcar ajudam a abóbora a caramelizar e ficar docinha e deliciosa. Ela praticamente derrete na sua boca. O queijo é intenso e salgado dando ao prato um contraste perfeito.

Aliás, é bom dizer que galette é simplesmente uma torta achatada e meio sem formato. Ela não é moldada por um recipiente, mas acompanha a forma feita a mão pela(o) cozinheira(o). A massa que eu usei é um tipo de “shortcrust” chamado Pâte Brisée. Ele leva bastante manteiga e fica crocante e muito saboroso depois de assado. Adaptei uma receita linda que achei no Savory Simple para fazer esse post.

Ingredientes para a massa:

  • 170g de farinha
  • ½ colher de chá de sal
  • 100g de manteiga congelada – picada em cubos
  • ¼ xícara de água fria

Ingredientes para o recheio:

  • ½ abóbora moranga
  • 1 cebola picada em cubinhos
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • 2 colheres de sopa de açúcar mascavo
  • 1 pitada de canela
  • ½ xícara de queijo de cabra (qualquer tipo) – picado em cubinhos ou esfarelado
  • Azeite
  • Sal a gosto

Ligue o forno a 200°C.

Misture a farinha, manteiga e sal em um processador de alimentos ou mexa com as mãos, quebrando a manteiga. O resultado final parece com farelos de pão. Eu gosto de deixar a manteiga bem fria, para que ela mantenha a consistência na hora de assar. Normalmente pico em cubinhos e levo ao congelador um pouco antes de começar a fazer a massa.

Adicione a água até dar liga. Talvez você não precise de usar toda. Quando estiver homogênea, faça um disco com a massa, enrole em plástico-filme e leve à geladeira por pelo menos meia-hora.

Pique a abóbora em pedaços grandes, espalhe-a em um tabuleiro e regue com azeite. Coloque um pouco de sal e leve ao forno. Assim que estiver macia (aproximadamente 40 minutos), retire a abóbora do forno e com cuidado, remova e descarte a casca. Pique em cubinhos.

Doure a cebola com a manteiga em uma frigideira. Junte a abóbora, o açúcar e a canela. Cozinhe por alguns minutos mexendo bem, deixando a abóbora caramelizar no açúcar. Reserve.

Retire a massa da geladeira e abra com um rolo em uma superfície coberta com farinha até ficar fina. Faça um círculo de aproximadamente 30cm de diâmetro. Cubra um tabuleiro grande com papel manteiga e transfira a massa até ele. Caso ela esteja quebradiça, apoie-a no rolo e desenrole em cima do papel.

Espalhe a abóbora por cima, deixando uma borda de 5cm. Cubra a abóbora com o queijo de cabra.

Dobre o excesso de massa em direção ao centro, formando um círculo menor. Refrigere por 15 minutos.

Retire da geladeira e asse a 200°C por aproximadamente 45 minutos ou até a massa ficar firme. Deixe esfriar um pouco antes de partir. Prontinho!

Essa receita serve 4 a 6 pessoas.

I didn’t always like pumpkin. That might sound like a blasphemy, especially coming from a vegetarian. But as I’ve said before, this has a lot to do with how the vegetable is cooked. Mushy zucchini, overcooked beetroot or any other vegetable that is boiled until all color and nutrients are removed are not appealing to anyone. Well, as far as I know, of course ;-)

I found out the whole potential of pumpkin and squash as an adult. I never really said no to food and always ate whatever was on the table, but not always enjoying it. So nowadays, when I cook, I usually like some very sweet dessert dish, a rich soup or a savory recipe, which combines a strong cheese or another intense ingredient with the vegetable.

I challenge the pumpkin haters not to like this pie. The cinnamon and sugar help the pumpkin to caramelize and turn sweet and delicious. It practically melts in your mouth. The cheese is intense and salty and gives the dish a perfect contrast.

By the way, it’s good to clarify that a galette is basically a flat and free-form pie. It’s not molded by a recipient, but follows the shape made by hand by the cook. I used a type of shortcrust called Pâte Brisée. It takes a lot of butter and gets wonderfully flaky and full of flavor after baked. I adapted a beautiful recipe from Savory Simple to make this post. I used kabocha, a Japanese pumpkin or squash, but the original recipe calls for butternut squash. So feel free to choose!

Ingredients for the crust:

  • 170g of flour
  • ½ teaspoon of salt
  • 100g frozen butter – chopped into cubes
  • ¼ cup of cold water

Ingredients for the filling:

  • ½ kabocha pumpkin or 1 small butternut squash
  • 1 onion chopped finely
  • 2 tablespoons of butter
  • 2 tablespoons of brown sugar
  • 1 pinch of cinnamon
  • ½ cup of goat’s cheese – crumbled or chopped into pieces
  • Olive oil
  • Salt to taste

Turn the oven on at 200°C.

Mix the flour, butter and salt in a food processor or break the pieces of butter with your hands. I like using very cold butter, so that it holds its shape when baking. I usually chop it into cubes and freeze for a while before starting the pastry.

Add the water until you can make a ball with the dough. You might not need all of it. Once it’s smooth, make a disk with the dough, wrap it in cling film and take it to the fridge for at least half an hour.

Chop the pumpkin into large pieces, spread them on a large tray and drizzle with olive oil. Add a little salt and put it to the oven. Once it’s soft (after about 40 minutes), take it from the oven and carefully remove and discard the peel. Chop into small cubes.

Cook the onion with the butter on a frying pan. Once the onion has turned golden, add the pumpkin, sugar and cinnamon. Cook for a few minutes, stirring often. The sugar will help the pumpkin to caramelize. Set aside.

Remove the dough from the fridge and roll it until thin on a flour-covered surface. Make a circle of about 30cm of diameter. Cover a baking tray or sheet with parchment paper and transfer the dough onto it. In case it’s not very firm, use the rolling for support and unroll it on the paper.

Spread the pumpkin on top, leaving 5cm of dough on the outside with nothing on it. Cover the pumpkin with the goat’s cheese.

Fold the excess dough towards the center, forming a smaller circle. Refrigerate for 15 minutes.

Remove it from the fridge and bake at 200°C for about 45 minutes or until the pastry is firm. Let it cool for a while before cutting a slice. And it’s done!

This recipe serves 4 to 6 people.

Rösti de vegetais do Jamie / Jamie’s vegetable rösti

* Scroll down for the English version!

Já nem sei mais quantas receitas do Jamie Oliver eu postei no blog. Eu adoro aquele estilo bagunceiro e apaixonado de cozinhar e amo a simplicidade das receitas.

Rösti é coisa linda e eu já até publiquei outra receita antes. Mas essa é tão maravilhosa e um prato tão completo e balanceado (é uma refeição em si!), que eu não resisti o repeteco. E valeu à pena, ela é incrivelmente deliciosa! A combinação é incrível. Vegetais crocantes, ervilha docinha, espinafre fresco, ovo cremoso e queijo forte… Uma festa de sabores e texturas.

Mudei um pouco a quantidade dos ingredientes, porque achei que a parte da salada merecia uma atenção especial ;-)

Ingredientes:

  • 3 cenouras
  • 5 batatas
  • 4 ovos
  • 1 maço de espinafre
  • 500g de ervilha congelada
  • 1 colher de sopa de mostarda forte
  • 1 colher de chá de suco de limão (puro)
  • 100g de queijo feta
  • Azeite
  • Sal a gosto

Ligue o forno a 200°C. Unte uma forma média com azeite (a minha tinha aproximadamente 30cm por 20cm).

Lave e rale as cenouras e batatas. Coloque um pouco de sal e deixe descansar um pouco. Depois de alguns minutos, esprema os vegetais nas mãos, retirando a água. Vá colocando na forma, de forma a ocupar bem o fundo (confira o tempero antes de assar). Leve ao forno por aproximadamente 40’, até que a camada superior das batatas e cenouras fique crocante.

Ferva 3 copos de água e mergulhe as ervilhas. Deixe que aqueçam por 1 minuto e retire da água. Em uma vasilha, misture umas duas colheres de sopa de azeite, sal, suco de limão e a mostarda. Misture a ervilha e confira o tempero.

Lave o espinafre e separe as folhas boas (não recomendo usar os talos). Caso as folhas estejam grandes, corte em tiras. Junte com as ervilhas.

Cozinhe os ovos. O Jamie fez ovos pochê. Como ainda não aperfeiçoei a técnica, nem vou recomendar. É bem chatinho mesmo (detalhe para o ovo sem clara na foto! Rs). Acho que o melhor mesmo é fritar cada um e pronto.

Assim que a forma com os vegetais sair do forno, coloque as ervilhas e espinafre por cima, em montinhos. Espalhe os ovos e esfarele o queijo feta. Sirva imediatamente.

Essa receita alimenta 4 pessoas.


I don’t even know anymore how many recipes from Jamie Oliver I’ve posted on this blog. I love his messy and passionate style of cooking and also the simplicity of his recipes.

Rösti has a place in my heart. I’ve even published a recipe before. But this one is so amazing, the dish is so complete and balanced (it’s a meal on itself!), that I couldn’t resist repeating it. And it was worth it, it’s incredibly delicious! The combination of ingredients is incredible. Crunchy vegetables, sweet peas, fresh spinach, creamy eggs and strong cheese… A feast of flavors and textures.

I changed the amount of ingredients, because I thought the salad needed more attention ;-)

Ingredients:

  • 3 carrots
  • 5 potatoes
  • 4 eggs
  • 1 bunch of spinach
  • 500g of frozen peas
  • 1 tablespoon of strong mustard (I used whole grain)
  • 1 tablespoon of lime juice
  • 100g of feta cheese
  • Olive oil
  • Salt to taste

Turn the oven on at 200°C. Spread a little bit of olive oil on a medium sized baking tray (mine had about 30cm by 20cm).

Wash and grate the carrots and potatoes. Put a little bit of salt and let it rest for a while. After a few minutes, squeeze the vegetables in your hands, removing the water. Spread them in the tray, covering the bottom (check the seasoning before baking). Take it to the oven for about 40’, until the superior layer of potatoes and carrots is crunchy.

Boil 3 glasses of water and dip in the peas. Let them heat up for 1 minute and remove them from the water. On a bowl, mist two tablespoons of olive oil, some salt, lime juice and mustard. Mix in the peas and check the seasoning.

Wash the spinach and separate the good leaves (I didn’t use the stems). In case the leaves are too big, cut them into stripes. Stir in the bowl with the peas.

Cook the eggs. Jamie poaches them, but since I haven’t mastered the technique, I won’t even recommend doing it. It’s a bit tricky (see on the picture the yolk by itself? Shoot!). Next time I do this dish, I’ll just fry them. So that’s what I would tell you to do.

As soon as the vegetables are out of the oven, make little piles of peas and spinach on top. Scatter the eggs and crumble the feta. Serve immediately.

This recipe feeds about 4 people.

Sanduíche de cenoura caramelizada e cream cheese / Caramelized carrot and cream cheese sandwich

* Scroll down for the English version!

A vida nos dá gratas surpresas de vez em quando. Dessas pequenas, mas que fazem toda a diferença. Alguns anos atrás, eu passei uns dias em Buenos Aires com a minha mãe. A viagem foi super bacana, a cidade é linda e cheia de história. A viagem de volta foi bem comprida, tivemos que pegar uma conexão e passamos muito tempo no aeroporto. O primeiro voo tinha poucas opções vegetarianas, era tudo caro e com uma cara horrível. Resolvemos comer depois de aterrissar. Fomos à única lanchonete que encontramos e pedimos o único sanduíche sem carne. Eu já não esperava muito e talvez a fome tenha afetado os meus sentidos.

Mas gente… minha gente… que sanduíche. Ele valeu a fortuna que pagamos e ainda ficou para a história. O pão era ciabatta e o recheio era de cream cheese, cenoura caramelizada no shoyu e broto de alfafa. Uma das combinações mais incríveis que já comi. Resolvi fazer uma versão mais acessível, já que cream cheese é caro e ciabatta é mais ainda! Mantive o cream cheese e usei um pão de forma integral. Não senti falta do broto de alfafa, mas ele seria bem vindo. Olha o resultado. Pão crocante, cenoura meio doce e meio salgadinha de shoyu e o queijo cremoso… Delícia!

Ingredientes:

 

  • 2 fatias de pão de forma (ou ciabatta)
  • ½ cenoura
  • 2 colheres de sopa de cream cheese
  • 2 colheres de sopa de shoyu
  • (1 punhado de broto de alfafa – opcional)

Torre os pães da forma que preferir. Caso queira, use ciabatta ao invés de pão de forma.

Fatie a cenoura em rodelas bem fininhas. Usei uma mandolina.

Em uma frigideira, cozinhe a cenoura com o molho shoyu por uns 2 minutos. Não cozinhe demais, para que a cenoura mantenha sua estrutura e a crocância.

Passe o cream cheese em uma fatia e espalhe as rodelas de cenoura por cima. Feche o sanduíche e pronto! Só comer!

Essa receita serve 1 pessoa sortuda.


Now and again life gives us nice surprises. Little ones, but that make all the difference. A couple of years ago, I spent a few days in Buenos Aires with my mother. The trip was really nice, the city is beautiful, full of history. The trip back was quite long, we had a flight connection and spent a lot of time at the airport. The first airplane had few vegetarian options, everything was very expensive and looked horrible. So we decided to eat when we landed. We went to the only diner we found and asked for the only meatless sandwich. I had little expectation and perhaps the hunger affected my senses.

But man… that sandwich… It was worth the fortune we paid for it and it made history (for me, of course)! The bread was ciabatta and the filling consisted of cream cheese, carrot caramelized in soy sauce and alfalfa sprouts. It was one of the most amazing combos I ever had. I decided to make a more accessible version, since cream cheese is expensive and ciabatta is even more (at least in Brazil)! I kept the cream cheese and used slices of whole wheat bread. I didn’t miss the sprouts, but would have been welcome. Look at the result. The bread is crunchy, the carrot is half sweet, half salty from the soy sauce and the cheese is creamy and delicious. Yum!

Ingredients:

  • 2 slices of whole wheat bread (or ciabatta)
  • ½ carrot
  • 2 tablespoons of cream cheese
  • 2 tablespoons of soy sauce
  • (1 handful of alfalfa sprouts – optional)

Toast the slices however you want to. In case you prefer, use ciabatta instead of slices of a regular loaf.

Slice the carrot very finely. I used a mandoline.

Cook the carrot with the soy sauce on a frying pan for about 2 minutes. Don’t cook too much, or the carrot will lose its structure and crunchiness.

Spread the cream cheese on a slice and arrange the carrot on top. Close and sandwich and that’s it! Now you eat!

This recipe serves 1 lucky person.

Rolinho primavera / Spring roll

* Scroll down for the English version!

Eu tenho desejos. Desses repentinos, do tipo “meu filho vai nascer com cara de provolone se eu não comer um pedaço em breve!”. Do tipo que só foodies têm. Um desejo recorrente é de comer rolinho primavera. E não é qualquer tipo. É daquele com muito amendoim :-D

O meu restaurante favorito na cidade é de comida taiwanesa e é completamente vegetariano. Tudo é incrível. Mas o mais sensacional (e só quem tem restrições alimentares vai entender o meu entusiasmo) é poder comer TODO e QUALQUER prato que eu quiser. Não preciso ficar procurando tirar um franguinho aqui, um presuntinho ali e tentando adivinhar se as pessoas do lugar acham que carne é só vermelha. É uma sensação libertadora e maravilhosa! E para melhorar as coisas, eles fazem um rolinho primavera delicioso, com bastante amendoim e meio docinho.

Daí veio a minha inspiração. Adivinha o que eu usei? Paçoquinha!!! Mas não se apavore, caso prefira, use amendoim normal e menos açúcar. Ninguém é obrigado a ser tão exótico quanto eu rs. Mas que fica bom demais, isso fica!

Ingredientes:

  • 1 pacote de massa para rolinho primavera (12 unidades)
  • ½ repolho roxo pequeno cortado em tirinhas
  • 2 cenouras raladas
  • 4 paçoquinhas esfareladas (ou 10 colheres de amendoim torrado moído – o açúcar é opcional)
  • 2 cebolas cortadas em cubinhos
  • 3 colheres de sopa de gergelim
  • 2 colheres de sopa de óleo de gergelim
  • 4 colheres de sopa de shoyu
  • Óleo

Caso as massas estejam congeladas, deixe degelar antes de começar a fazer os rolinhos.

Doure as cebolas com o óleo de gergelim em uma frigideira. Acrescente o repolho, as cenouras, o gergelim e o shoyu. Não precisa cozinhar muito, é bacana ter legumes crocantes no recheio. Eu queria ter usado macarrão de arroz (bifun), mas lá em casa não tinha. E sinceramente, não fez falta. Caso queira usar, coloque ¼ do pacote em água fervente e retire assim que amolecer. Junte com os legumes até incorporar o sabor.

Confira o tempero e adicione as paçoquinhas. Se preferir usar amendoim moído, pode escolher colocar açúcar ou não. Vá colocando colheres de chá e provando.

Prepare a sua estação de trabalho. É bom deixar um pano úmido em cima das folhas de massa, para elas não ressecarem.

Coloque uma folha de massa em cima de uma superfície limpa e posicione umas duas colheres de sopa de recheio em cima. O melhor é colocar uma ponta virada para você e o recheio mais do seu lado. Dobre essa ponta para longe e junte as pontas laterais no centro. Com cuidado, role tudo para frente, para selar. Se a massa estiver abrindo, use uma mistura de 1 colher de sopa de farinha e outra de água como cola (vá usando bem pouquinho). Repita o procedimento com os outros rolinhos.

Agora é só cozinhar. Você pode escolher fritar, passar na frigideira e assar. Eu preferi passar na frigideira, já que fica mais light do que fritar e é mais rápido do que assar. Coloque um fio de óleo na frigideira e vá posicionando os rolinhos aos poucos. Vire quando dourar, deixando todos os lados bem torradinhos. Pronto! Sirva quente, com shoyu ou molho de ostra (o meu não é de ostra, claro. É de cogumelos!).

Essa receita serve 12 rolinhos.

I have cravings. I mean those sudden and intense yearnings, the type that makes me say that “I’ll have a son that looks like provolone cheese if I don’t eat some right now!”. The kind of cravings that only foodies have. And one of the things I crave for the most are spring rolls. And not just any rolls. I love those with lots of peanuts on them :-D

My favorite restaurant in town serves Taiwanese food and all of it is completely vegetarian. Everything is amazing. But the best of all (and only those of you with some kind of food restriction will probably understand the level of my enthusiasm) is being able to eat ANYTHING and EVERYTHING that I want. I don’t have to look for and remove a little piece of chicken here, some ham over there or trying to guess if people there think that meat is only pork and beef. It’s a liberating and incredible feeling! And to make things even better, they make the most delicious spring roll, slightly sweet and with loads of peanuts.

So there is my inspiration. And guess what I used? Paçoquinha! That probably makes no sense for you who are not Brazilian. This is a typical Brazilian dessert that consists of ground peanuts with some sugar and salt that is all pressed together. It’s something like a powdery peanut butter. So in case you don’t have paçoquinha, you can use peanut butter or toasted and ground peanuts. And add some sugar, if you’re bold enough!

Ingredients:

  • 1 package of spring roll wrappers (mine had 12)
  • ½ small purple cabbage – cut into little strips
  • 2 grated carrots
  • 4 crumbled paçoquinhas (or 10 tablespoons of toasted ground peanuts or 10 tablespoons of peanut butter – sugar is optional)
  • 2 onions cut finely into cubes
  • 3 tablespoons of sesame seeds
  • 2 tablespoons of sesame oil
  • 4 tablespoons of soy sauce
  • Oil

In case the wrappers are frozen, let them defrost before making the rolls.

Cook the onions with the sesame oil on a frying pan. Add the cabbage, the carrots, sesame seeds and soy sauce. Don’t cook too much; it’s nice to have some crunch in the filling. I wanted to use some thin rice noodles, but I didn’t have any. And I honestly didn’t miss them. In case you want to use them, put them on boiling water until soft and mix with the vegetables until the flavor is incorporated.

Check the seasoning and add the paçoquinhas, ground peanuts or peanut butter. You can choose to use some sugar or not. Add little by little and taste, to avoid putting too much.

Prepare your work station. It’s good to have a humid cloth on top of the wrappers, so they don’t go dry and break.

Put one wrapper on a clean surface and position two tablespoons of filling on it. The best thing is to leave one of the tips in your direction and the filling closer to you. Fold this tip far from you. Fold the side tips to the center. Carefully, roll the roll thing far from you, rolling in the farther tip. If the wrapper is opening, use a mixture of 1 tablespoon of flour and 1 tablespoon of water as glue (use very little). Repeat the procedure with the other rolls.

Now it’s time to choose your cooking method. You can deep fry them, stir fry or bake. I decided to use the frying pan, which makes the rolls lighter than deep frying and is quicker than baking. Put a drizzle of oil on the frying pan and position the rolls on top. Turn when golden, letting all sides go brown. That’s it! Serve them warm, with soy sauce or oyster sauce (mushroom sauce, in my case!).

This recipe serves 12 people.