Moqueca de banana da terra / Plantain stew

* Scroll down for the English version!

Acho que já falei aqui sobre a minha curiosidade com comida de litoral. Esses pratos fragrantes que levam peixes, algas ou crustáceos. Não sinto vontade de comer os animais em si, mas muitas vezes as receitas são tão lindas e parecem tão apetitosas, que eu me sinto compelida a experimentar uma versão vegetariana.

Moqueca é um bom exemplo. Leite de coco, dendê, coentro… não tem como dar errado! E é uma injustiça que os vegetarianos desse mundão não comam também, não é? O jeito é improvisar. Já dei aqui uma versão de moqueca com vegetais. Essa aqui é linda de morrer, exótica e super deliciosa. Além de ficar pronta em minutos! Comi em um restaurante e tentei reproduzir. Cheguei bem perto, modéstia à parte ;-)

Olha que lindeza!


Ingredientes:

  • 3 bananas da terra maduras
  • 1 cebola grande
  • 2 tomates
  • 1 pimentão
  • 200mL de leite de coco
  • 2-3 colheres de sopa de azeite de dendê
  • 1 maço de coentro fresco – lavado e picado
  • Sal a gosto
  • 1 colher de sopa de óleo

Pique as bananas em palitos não muito finos. Pique os tomates e a cebola em cubinhos e o pimentão em tiras (não usei porque não tinha em casa, mas recomendo!).

Em uma panela, aqueça o óleo com a cebola e um pouco de sal. Cozinhe até que ela fique tenra. Junte os tomates e deixe cozinhar até derreterem. Acrescente o pimentão e cozinhe por mais alguns minutos.

Coloque as bananas na panela e junte o azeite de dendê e o leite de coco. Após alguns minutos as bananas vão começar a amolecer. Desligue o fogo. Sirva quente, salpicando folhas do centro fresco. Eu gosto de usar arroz e farofa (ou farinha de mandioca purinha mesmo) como acompanhamento. Delícia!

Essa receita serve 4 pessoas.

I think I’ve already mentioned my curiosity about food from the seaside. I mean those fragrant recipes served with fish, seaweed or crustaceans. Not that I feel like eating the animals themselves, but sometimes the dishes look so beautiful and appetizing that I feel compelled to try a vegetarian version.

Moqueca is a good example. The original version of this stew takes fish, but the rest of the dish is what attracts me. Coconut milk, palm oil and fresh coriander… there’s no getting it wrong! And I think it’s unfair that the vegetarians of the world should be deprived of such a delight. So I had to improvise. I’ve already posted a version of moqueca with vegetables. The one on this post is so beautiful, exotic and delicious! Besides, it gets ready in just a few minutes! I ate it at a restaurant and tried to reproduce it. I got pretty close, thank you very much ;-)

For those of you who never used palm oil, I really recommend it. Here in Brazil we call it dendê and use it with moderation in a number of dishes. It’s very strong and absolutely delicious! Just go easy on it if you have a sensitive digestive system.

Ingredients:

  • 3 cooking plantains
  • 1 large onion
  • 2 tomatoes
  • 1 bell pepper
  • 200mL of coconut milk
  • 2-3 tablespoons of palm oil
  • 1 bunch of fresh coriander – washed and chopped
  • Salt to taste
  • 1 tablespoon of oil

Chop the plantains into thick sticks. Chop the tomatoes and onion into little cubes and the pepper into strips (I didn’t use because I forgot to buy them, but I really recommend it!).

In a pan, heat the oil, the onion and a little bit of salt. Cook until tender and add the tomatoes. Let them start melting and add the pepper. Cook for a few minutes.

Add the plantains, the palm oil and the coconut milk. After a few minutes, the plantain will start getting softer. Turn the heat off and serve immediately. Sprinkle some coriander on top and serve with rice and yucca flour. Great stuff!

This recipe serves 4 people.

Samosa com massa de arroz / Rice paper samosas

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Eu amo comida indiana. Morei na Índia por 6 meses quando era bem novinha e desde então, cultivo essa paixão. Minha mãe conta que eu fugia das opções de comida ocidental e mesmo tendo só cinco anos, me deliciava com as especiarias e até com a pimenta. Isso explica muita coisa, não é? ;-)

Ao longo do tempo, fui aprendendo a usar alguns temperos. Apesar de achar os pratos que eu faço bem legais, tenho a plena consciência da minha ignorância. Muita gente passa anos estudando milhares de especiarias, as melhores combinações e a época do ano na qual usar qual tempero. Eu só sei jogar tudo na panela e achar uma delícia. Mas pra mim, está ótimo! Rs

Essa versão de samosa é incrível! Para quem não sabe, samosas são pasteis indianos feitos com uma massinha de trigo e recheados com batata, ervilha e especiarias. Hoje em dia eles são famosos no mundo inteiro e servidos como uma opção super bacana de lanche.

Como a minha preguiça é imensurável, nunca tenho paciência de fazer a massa. Costumo usar massa de rolinho primavera, dessa que já vem pronta e congelada. Mas vi essa opção na internet e adorei a ideia de usar massa de arroz. Não faço mais ideia de onde vi, mas a pessoa genial que criou, bolou uma forma de deixar os pasteis mais fáceis de fazer e mais leves. E ainda incrivelmente saborosos e crocantes. A massa de arroz pode ser encontrada em lojas orientais e é muito versátil. Costumo usar para fazer rolinho primavera fresco. Como a massa é redonda, eu ignorei o formato original triangular e fiz os pasteis meio retangulares.

Também inovei na ervilha. A receita tradicional usa ervilha em grãos, mas eu tinha ervilha chata em casa e quis experimentar. E funcionou super bem! Deixei o vegetal tenro, mas crocante e a textura fez toda a diferença no pastel. Delícia!

Ingredientes:

  • 2 batatas
  • 2 punhados de ervilha chata
  • 1 cebola
  • 1 colher de chá de garam masala
  • 1 colher de chá de grãos de mostarda
  • 1 colher de chá de grãos de cominho
  • Azeite
  • Sal a gosto
  • 8 folhas de massa de arroz
  • 1 xícara de água morna

Cozinhe as batatas na água. Assim que ficarem tenras, pique em cubos bem pequenos.

Lave e pique as ervilhas. Tome o cuidado de retirar toda a fibra dos cantinhos.

Descasque e pique a cebola bem pequena. Em uma frigideira, coloque um pouco de azeite e cozinhe a cebola com uma pitada de sal e a masala. Assim que a cebola estiver dourada, acrescente as batatas. Após alguns minutos, junte as ervilhas. Cozinhe até que estejam tenras, mas crocantes.

Em uma panela separada, coloque uma colher de sopa de azeite, as sementes de mostarda e de cominho. Fique com a tampa em mãos desde o início e tampe rapidamente, já que o calor faz os grãos de mostarda pularem igual pipoca! Desligue o fogo assim que o barulho parar. Junte as sementes com as batatas e ervilhas. Confira o tempero. Você vai perceber na hora o sabor incrível que o cominho e a mostarda trazem. É importante cozinha-los separadamente para que eles não queimem.

Deixe o recheio esfriar um pouco antes de começar a montar as samosas. Pegue uma folha de massa de arroz e mergulhe em um prato com água morna. Espere poucos segundos, até a massa ficar maleável.

Estique a massa em uma superfície limpa e coloque três colheres de recheio bem no meio. Junte as abas laterais no centro. Leve a parte perto de você para longe e role toda a samosa para frente, até selar a massa. Repita o procedimento com todo os pasteizinhos.

Aqueça uma frigideira antiaderente e coloque quantas samosas couberem. Deixe dourar cada um dos lados. Repita com todas as outras. Caso tenha, acompanhe com um chutney. Sirva quente!

Essa receita serve 2 a 4 pessoas.

I love Indian food. I lived in India for 6 months when I was young and since then, I’ve been cultivating the feeling. My mother tells me that I used to avoid western food and would feast on the delicious and spicy Indian dishes. That explains a lot, right? ;-)

With time, I learned how to use some of the spices. To be honest, even though I like the food that I make, I’m completely aware of my ignorance. Some people spend years studying spices, how to combine them and when best to use them. All I do is experiment, putting everything in the pot and guessing. Anyway, I do get nice results and I’m loving it!

This version of samosa is incredible. For those of you who don’t know, samosas are Indian pastries that are made with a wheat dough and stuffed with potatoes, peas and spices. Nowadays they are famous worldwide and are served as a fantastic snack.

As my laziness overpowers me most of the time, I never have the patience to make the dough. I usually use spring roll pastry, the kind that is ready made and frozen. But I found this option on the Internet and loved the idea of using rice paper wrappers. I have no idea where I first saw this, but the genius who created this made samosas easier and lighter. And still as delicious and crunchy! Rice paper can be found on oriental shops and is so versatile. I usually use it to make fresh spring rolls. As the wrappers are round, I ignored the original triangular shape of the pastries and made them into sort of squares.

I also innovated on the kind of pea that I used. The traditional recipe uses regular peas (the grain), but since I had snow peas, I decided to experiment. And it worked so well! I left it tender, but crunchy, which made all the difference when it came to texture. Delicious!

Ingredients:

  • 2 potatoes
  • 2 handfuls of snow peas
  • 1 onions
  • 1 teaspoon of garam masala
  • 1 teaspoon of mustard seeds
  • 1 teaspoon of cumin seeds
  • Olive oil
  • Salt to taste
  • 8 rice paper wrappers
  • 1 cup of warm water

Cook the potatoes on water. As soon as they are tender, chop them into small cubes.

Wash and chop the snow peas. Take care to remove all the fiber from the corners.

Peal and chop an onion into small pieces. On a frying pan, put some olive oil and cook the onion with a pinch of salt and the masala. As soon as the onion has turned golden, add the potatoes. After a few minutes, add the peas. Cook until they are tender, but still crunchy.

On a separate pot, put a tablespoon of olive oil and the mustard and cumin seeds. Have the lid of the pot ready and close right after adding the seeds, since the mustard pops like crazy. Turn the heat off as soon as the noise stops. Add the seeds to the potatoes and peas. Check the seasoning. You will notice at once the incredible flavor that the cumin and mustard bring. It’s important to cook them separately to avoid burning them.

Let the filling cool a bit before starting assembling the samosas. Get one rice paper wrapper and dip it on a plate with warm water. Wait a few seconds until the wrapper is soft.

Lay it on a clean surface and put 3 spoons of filling right in the middle. Fold the side corners to the center. Take the part that is closest to you to the center and roll the whole samosa forward, until the wrapper seals. Repeat this procedure with all the pastries.

Heat up a non-stick frying pan and put as many samosas as you can fit on it. Let each side toast until golden. Repeat this with all the others. In case you have some, serve with chutney. Eat them while still hot!

This recipe serves 2 to 4 people.

Assado de couve-flor, alho-poró e queijo de cabra / Cauliflower gratin with leek and goat’s cheese

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Não sei se vocês já perceberam, mas eu tenho obsessões que vêm em fases. Talvez “obsessão” seja uma palavra pesada demais. Eu diria que se trata de um tipo de paixão. Daquela bem intensa mas fugaz, que dura alguns meses. Quase como um início de namoro que não vai pra frente.

Os alvos dessa minha paixão variam, tão volúvel é o meu apetite. Certa época, estou completamente apaixonada por gorgonzola e em outro momento, enjoo e fico meses sem comer. Outra vezes é com tomate seco, ervilha ou massas. Os mais recentes queridos são queijo de cabra e couve-flor. Os dois abundam por aqui e ainda não chegaram no limbo terrível dos ingredientes dos quais enjoei. Mas tudo passa, não é? O jeito é aproveitar a fase ;-)

Esse prato é bem completo e delicioso. Existem muitas formas de fazer. Eu preferi cozinhar a couve-flor no forno, já que morro de dó de ferver vegetais em água e perder todos os nutrientes na hora de coar. Fiquem à vontade para inventar!

Adaptei a receita do blog Virtually Homemade.

Ingredientes:

  • 1 couve-flor lavada e cortada em pedaços
  • 1 alho poró
  • Sal a gosto
  • 150g de cream cheese
  • 150g de queijo de cabra (de preferência, cremoso)
  • Azeite

Ligue o forno a 200ᵒC. Espalhe a couve-flor em um tabuleiro com um pouco de sal e azeite. Asse por 30 minutos ou até ficar tenra.

Enquanto isso, lave o alho poró e pique em pedaços pequenos. É importante fazer cortes longitudinais e lavar de cabeça para baixo, com bastante água. Isso evita aqueles montinhos de terra entre as folhas. Cozinhe o alho poró até tenro com um pouco de sal e azeite.

Retire a couve-flor do forno e junte com o alho poró.

Misture os vegetais com os queijos e espalhe em um pirex ou vários potinhos. Asse até que o topo fique dourado.

Sirva quente! Essa receita serve 4 a 6 pessoas.

I don’t know if you have noticed, but I get obsessed sometimes. Perhaps “obsession” is too strong a word. I could call it infatuation or passion. That kind of passion that intense but fleeting, that only lasts a few months. Almost like the beginning of a relationship that doesn’t go forward for long.

The “targets” of my passion vary a lot, since my appetite is so fickle. At times, I’m completely in love with blue cheese and some time later I’m sick of it and it takes months before I eat it again. This has happened to sundried tomato, peas and pasta. My most recent darlings are goat’s cheese and cauliflower. You might have noticed that they appear here often and haven’t yet reached the dark pit of forgotten ingredients. But things change, right? I might as well enjoy while I can ;-)

This dish is quite complete and delicious. There are several ways to do it. I chose to cook the cauliflower in the oven, since it breaks my heart to boil vegetables in water and lose all the nutrients after draining them. So feel free to experiment!

I adapted this recipe from Virtually Homemade.

Ingredients:

  • 1 cauliflower – washed and chopped into small florets
  • 1 leek
  • Salt to taste
  • 150g of cream cheese
  • 150g of goat’s cheese (preferably creamy)
  • Olive oil

Turn the oven on at 200ᵒC. Spread the cauliflower on a tray with a little olive oil and salt. Bake for about 30 minutes or the cauliflower is tender.

Meanwhile, wash the leek and chop into small pieces. It’s important to make lengthwise slashes and wash it upside down with lots of water. This helps getting most of the dirt out. Cook the leek until tender with some olive oil and salt.

Remove the cauliflower from the oven and mix with the leek.

Add the two types of cheese and assemble it on a nice baking tray or several ramekins. Bake until golden on top.

Serve warm. This recipe serves 4 to 6 people.

Sopa de baroa e amêndoas / Arracacha and almond soup

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Por ser ovolactovegetariana há tantos anos, eu tenho alguma dificuldade em pensar eu um cardápio inteiro vegano. É uma questão de costume. Da mesma forma que muita gente fica chocada por eu ser vegetariana me pergunta o que sobra pra eu comer (mas gente, como assim? Eu só não como carne!), eu tenho a tendência de depender de laticínios e usá-los na maioria das minhas receitas.

Mas tenho tentado fazer esse exercício. Além de a dieta vegana ser mais saudável (a digestão dos veganos é a coisa mais linda!), os pratos podem ser lindos e deliciosos, desde que você seja criativo. E muitas vezes, ficam bem mais em conta.

Esse não é o caso rs. Batata baroa não é lá tão baratinha e amêndoas costumam pesar no bolso. Mas vale à pena. Essa sopa é incrível e muito fácil de fazer. Olha que maravilha!

Adaptei a receita do blog lindo Green Kitchen Stories.

Ingredientes:

  • 4 batatas baroa
  • 1 cabeça de alho
  • 1 cebola
  • Azeite
  • 1 xícara de amêndoas sem sal
  • Água
  • Sal a gosto
  • 20 uvas (opcional)
  • Tomilho (opcional)

Pré-aqueça o forno a 200ᵒC. Pique a batata em pedaços médios. Descasque o alho e a cebola e pique em pedaços. Regue com um pouco de azeite e polvilhe duas pitadas de sal. Arrume em um tabuleiro e leve ao forno por aproximadamente 40 minutos ou até começar a dourar.

Enquanto isso, ferva dois copos de água em uma panela e acrescente as amêndoas. Cozinhe por 5 minutos. Retire da água e assim que esfriar, remova as cascas. Elas saem facilmente.

Quando as batatas, cebola e alho estiverem tenros, retire-os do forno. Junte os legumes e as amêndoas descascadas com dois copos de água. Use um mixer para bater até ficar completamente homogêneo. Caso não tenha um mixer, bata em um liquidificador. Confira o tempero. Caso a sopa esteja muito seca, acrescente mais água. Cozinhe até ferver.

Sirva imediatamente com um fio de azeite, uvas e folhas de tomilho fresco. Infelizmente, eu esqueci de comprar o tomilho… rs

Essa receita serve 5 pessoas.


Being an ovo-lacto vegetarian for so many years, I have some trouble coming up with a whole vegan menu. It’s a matter of habit, I know. The same way some people are flabbergasted that I’m a vegetarian and ask me what’s left for me to eat (come on guys, the ONLY thing I do NOT eat is meat!), I tend to depend on dairy products and use them on most of my recipes.

Nevertheless, I have been trying to make this exercise. Besides being much more healthy diet (vegans have an amazing digestive system, it’s a thing of beauty!), the dishes can be beautiful and delicious, as long as you get creative. And they’re often cheaper.

Unfortunately, this is not the case (in Brazil, at least). The root that I used (arracacha) is typical to South America and even here it is a bit expensive (and so are almonds, by the way). But it’s worth it. This soup is amazing and so easy to make!

Now if you’re not from here, I have no idea if you’d be able to find arracacha. But fear not, there are replacements. In fact, you can stick to the original recipe (from Green Kitchen Stories) and use parsnip or parsley root.

Ingredients:

  • 4 arracachas or parsnips or parsley root
  • 1 garlic bulb
  • 1 onion
  • Olive oil
  • 1 cup of almonds
  • Water
  • Salt to taste
  • 20 grapes (optional)
  • Thyme (optional)

Turn the oven on at 200ᵒC. Chop the roots into medium-sized chunks. Peal the garlic and onion and chop them as well. Drizzle with a little bit of olive oil and sprinkle some salt. Spread everything on a tray and bake for about 40 minutes or until it all starts getting golden.

Meanwhile, boil 2 cups of water on a pan and add the almonds. Cook for about 5 minutes. Remove them from the water and as soon as they get cooler, peal each of them.

When the roots, onion and garlic are soft, remove them from the oven. On a pan, put the vegetables, the almonds and 2 cups of water. Puree everything using an immersion blender, until the mixture gets completely smooth. In case you don’t have one, use a food processor or regular blender. Check the seasoning. In case the soup is too thick, add more water. Let it cook until it boils.

Serve at once with a drizzle of olive oil, grapes and a spring of fresh thyme. Unfortunately, I forgot to buy thyme…

This recipe serves 5 people.

Bolinhos de couve-flor / Cauliflower tots

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Eu ando procurando receitas de lanches gostosos e saudáveis. Batatinhas assadas, chips de couve ou abobrinha, pipoca com ervinhas, patês de legumes ou verduras… Tenho quase uma coleção! Como eu me recuso a fritar, adapto as receitas tradicionais e faço tudo no forno.

O post de hoje é um bom exemplo. “Tater tots” são bolinhos de batata fritos muito comuns nos EUA. Mas como não são lá muito saudáveis, o mundo resolveu responder com tots (ou bolinhos) de couve-flor. Adaptei essa receita do blog Skinny Taste e assei essas belezinhas.

Usei o mesmo método de cozinhar a couve-flor da base da pizza. Ficaram lindos e deliciosos, olha!

Ingredientes:

  • ½ couve-flor
  • 1 ovo
  • ½ cebola picada fininha
  • 1 pitada de orégano
  • 5 folhas de manjericão
  • ½ xícara de queijo parmesão ralado
  • ½ xícara de farinha de pão temperada (caso faça a farinha em casa, use 3 fatias de pão de forma ou um pão francês, 2 colheres de chá de alho torrado, 1 colher de chá de azeite e sal – veja o procedimento abaixo)
  • Sal a gosto
  • Azeite para untar

Ligue o forno a 180°C. Lave a couve-flor e corte-a em pedaços médios. Bata em um processador de alimentos ou liquidificador, até que os pedaços fiquem pequenos como grãos (caso só tenha o liquidificador, bata aos poucos e resista a tentação de usar água!).

Leve ao forno em um tabuleiro ou pirex, por 15 minutos.

Para fazer a farinha, leve o pão ao forno por alguns minutos e retire assim que ficar crocante. Bata em um processador ou liquidificador com um pouco de sal, azeite e o alho torrado. Essa é a sua farinha de pão temperada. Reserve.

Retire a couve-flor do forno e despeje em um pano de prato limpo. Junte as pontas e aperte, até que toda a água tenha escorrido (você vai precisar deixar esfriar um pouco antes de começar ou vai acabar queimando as mãos. Ai!).

Doure a cebola em uma frigideira. Junte com a couve-flor, o ovo, as ervas, o parmesão e a farinha de pão. Confira o tempero.

Faça bolinhos com a ajuda de uma colher. Você pode escolher o formato, essa parte é a mais divertida :-) Unte um tabuleiro com azeite e espalhe os bolinhos.

Asse por aproximadamente 20 minutos (se o seu forno for bom. Como sempre, o meu me fez esperar rs) virando cada um no meio do processo. Eles estão prontos quando estiverem dourados. Sirva-os ainda quentes! Eu, que ando viciada em mostarda, achei que combinou bastante.

Essa receita rende aproximadamente 20 bolinhos.

I have been looking for good recipes for tasty and healthy snacks. Baked potato wedges, kale or zucchini chips, herbed popcorn, vegetable spreads and dips… I have almost a collection! And as I refuse to deep fry anything, I always adapt any traditional recipe and bake it all up.

Today’s post is an example. “Tater tots” are fried potato cylinders and are everywhere in the US. But as they’re not at all healthy, the world responded to them with cauliflower tots. Baked ones, of course. I adapted this recipe from Skinny Taste.

I cooked the cauliflower the same way I did the pizza crust. The tots turned out cute and delicious, look!

Ingredients:

  • ½ head of cauliflower
  • 1 egg
  • ½ onion – chopped finely
  • 1 pinch of oregano
  • 5 basil leaves
  • ½ cup of parmesan cheese – grated
  • ½ cup of seasoned breadcrumbs (in case you’re making yours at home, use 3 slices of bread, 2 tablespoons of toasted garlic, 1 teaspoon of olive oil and salt – see the procedure below)
  • Salt to taste
  • Olive oil – to grease

Turn the oven on at 180°C. Wash the cauliflower and chop it into medium sized florets. Blitz them on a food processor (or a blender. It takes a while, but it works, as long as you do it little by little. Do NOT use water). Stop when it has reached the size of rice. Bake for 15 minutes on a baking tray.

To make the crumbs, take the bread slices to the oven and remove them as soon as they get crispy. Blend them with salt, olive oil and toasted garlic. These are your seasoned breadcrumbs. Set aside.

Remove the cauliflower from the oven and dip it on a clean cloth. Hold the tips and squeeze, removing all the water (you’ll probably need to let it cool a bit before handling or you’ll burn your hands. Ouch!).

Cook the onion until golden. Mix it with the cauliflower, the egg, the herbs, the parmesan cheese and the breadcrumbs. Check the seasoning.

Make the tots using a spoon. You can the choose the size and shape, that’s the fun part :-) Grease a baking tray and spread the tots on top.

Bake for about 20 minutes (if your oven is good. As usual, mine made me wait much longer), turning upside down in the middle of the process. They’ll be ready when they turn golden. Serve them still hot. I’m currently addicted to mustard, so I dip them in it and liked the combo.

This recipe yields about 20 tots.

Pasta de espinafre, masala e iogurte / Spinach, masala and yogurt dip

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Desde que saí de casa e comecei a fazer minhas próprias festinhas, aprendi o valor de um patê ou pasta bem gostosa para ser servida como acompanhamento. Não é sempre que eu tenho vontade de passar horas na cozinha e é sempre bom ter uma receita deliciosa e fácil como alternativa. Além de satisfazer a fome e desejo dos amigos, posso curtir a festa sem me preocupar :-)

Essa pasta de espinafre é absolutamente incrível, exótica e viciante. A Mandy do Lady and Pups é a pessoa genial que transformou um creme de espinafre sem graça em um banquete de sabores. Eu mudei um pouco a combinação, porque não tinha todos os ingredientes. Mas ela continuou deliciosa!

A receita usa iogurte grego sem sabor. Eu sei que devo essa receita há tempos, me perdoem! Vou me organizar para fazer o post assim que possível, ok?

Ingredientes:

  • 1 maço de espinafre
  • 1 colher de sobremesa de óleo
  • ½ xícara de passas
  • 3 colheres de sopa de manteiga
  • 1 cebola grande picada em cubinhos
  • 1 dente de alho amassado
  • 2 colheres de sopa de farinha de trigo
  • 1 ½ colher de chá de garam masala
  • 1 colher de chá de cominho em pó
  • 1 xícara de leite
  • ½ xícara de iogurte grego natural
  • Sal a gosto
  • Pimenta do reino a gosto
  • Pimenta calabresa

Deixe as passas em água quente por alguns minutos até incharem.

Separe e lave as folhas do espinafre (é melhor não usar os talos nessa receita. Caso queira utilizá-los depois, sugiro refogar e servir com arroz. Fica uma delícia!). Corte-as bem finas e leve-as à frigideira com o óleo e alho. Cozinhe rapidamente, até ficarem tenras. Deixe esfriar por alguns minutos e retire todo o líquido, apertando bem com as mãos (essa água também pode ser usada em outra receita).

A base da pasta é molho branco. Para fazê-lo, aqueça duas colheres de manteiga em uma panela até começar a borbulhar. Adicione a cebola e cozinhe até começar a dourar. Acrescente a farinha e mexa bem. Com o fogo baixo, vá adicionando o leite bem aos poucos, mexendo sempre. Isso é importante para evitar caroços. Assim que a mistura atingir a textura desejada, junte o sal, a pimenta, a garam masala e o cominho.

Remova as passas da água e adicione-as ao molho, junto com o espinafre. Confira o tempero e cozinhe mais até reduzir um pouco, caso a consistência esteja um tanto líquida.

Acrescente o iogurte grego e misture bem. Não deixe a pasta ferver depois de adicioná-lo. Misture a última colher de manteiga, polvilhe cominho e pimenta calabresa por cima. Sirva essa maravilha morna, com pães.

Essa receita serve 4 a 6 pessoas.

Since I left my family’s home and started making my own parties, I learned the value of a good dip or spread to be served as a side dish. Since I don’t always feel like spending hours in the kitchen, it’s a good idea to have a delicious and easy recipe to turn to. Besides satisfying my friends’ hunger, it leaves me free to enjoy the party :-)

This spinach dip is absolutely incredible, exotic and addictive. Mandy from Lady and Pups is the genius who turned old boring creamed spinach into a feast of flavor. I changed the combinations a bit, because I didn’t have all the ingredients. But it was still delicious!

The recipe uses Greek yogurt. I know I’ve promised you this recipe ages ago, so forgive me! I’ll make sure to organize myself to make the post as soon as possible, ok?

Ingredients:

  • 1 bunch of spinach (about 500g)
  • ½ tablespoon of oil
  • ½ cup of raisins
  • 3 tablespoons of butter
  • 1 large onion – diced
  • 1 garlic clove – smashed
  • 2 tablespoons of flour
  • 1 ½ teaspoon of garam masala
  • 1 teaspoon of ground cumin
  • 1 cup of milk
  • ½ cup of Greek yogurt
  • Salt to taste
  • Ground black pepper to taste
  • Chili flakes

Leave the raisins in hot water for a few minutes until they increase in volume a bit.

Separate and wash the spinach leaves (I wouldn’t use the stalks in this recipe. In case you want to use them later, I suggest stir-frying and serving them with rice. It’s great!). Cut the leaves finely and take them to a frying pan with the oil and garlic. Cook for a few minutes, until tender. Let them cool for a bit and remove all the liquid, squeezing with your hands (this water can also be used in another recipe).

The base of the dip is béchamel sauce. To make the sauce, heat up two tablespoons of butter in a pan, until bubbly. Add the onion and cook until it starts turning golden. Add the flour and mix well. At low heat, add the milk little by little, stirring non-stop. This is important to avoid lumpy sauce. As soon as the mixture reaches the desired texture, add the salt, pepper, garam masala e cumin.

Remove the raisins from the water and add them to the sauce, along with the spinach. Check the seasoning and cook until it reduces a little, in case the consistency is a bit too runny.

Add the Greek yogurt and mix well. Don’t let the mixture boil after you add it. Mix in the last tablespoon of butter, sprinkle some ground cumin and chili flakes on top. Serve warm, with bread.

This recipe serves 4 to 6 people.

Batatas recheadas com gorgonzola / Blue cheese potato skins

* Scroll down for the English version!

Sabe aqueles dias em que você não tem paciência para cozinhar algo complicado? Aqueles momentos quando você quer um petisco bacana ou uma refeição rápida e simples…

Batata é sempre uma boa, desde que você tenha tempo. Esse prato é incrivelmente fácil e delicioso. E pode variar de entradinha – caso você use batatas pequenas – a uma refeição completa – se você usar batatas médias. Seja como for, é uma carta ótima para se ter na manga.

Adaptei a receita do Jamie para deixa-la ainda mais simples. Não tem erro!

Ingredientes:

  • 4 batatas médias (ou 12 pequenas)
  • 150g de gorgonzola
  • Azeite

Aqueça o forno a 200°C. Espalhe azeite nas batatas, faça alguns furinhos e coloque para assar em um tabuleiro por aproximadamente 1 hora, ou até ficarem tenras.

Retire do forno e com cuidado, parta as batatas ao meio (sem desligar o forno!). Com uma colher, retire o miolo das batatas, deixando uma camada de pelo menos 1cm junto da casca.

Misture esse miolo com o gorgonzola, misturando bem. Confira o tempero. Coloque o recheio nas batatas e leve ao forno novamente por 10 minutos.

Sirva ainda quente, com uma salada simples e mostarda.

Essa receita alimenta 2 a 4 pessoas.

There are days in which I have no patience to cook anything fancy. All I want is something nice to nibble on or a quick and simple meal. Do you feel the same?

Potatoes are always a good choice, as long as you have time. This dish is incredibly easy and delicious. And you can serve it as an appetizer – in case you’re using small potatoes – or as a complete meal – if you use medium potatoes. Whatever the case, it’s a great recipe to have up your sleeve.

I adapted the original from Jamie, to make it even simpler. There is simply no mistake to this!

Ingredients:

  • 4 medium potatoes (or 12 small)
  • 150g of blue cheese
  • Olive oil

Turn the oven on at 200°C. Spread some olive oil on the potatoes, make tiny holes on the skin and bake them for about 1 hour, or until tender.

Remove them from the oven and carefully cut them in half (leave the oven on!). With a spoon, remove the center of the potatoes, leaving a layer of about 1cm next to the skin.

Mix the scraped potato with the blue cheese. Check the seasoning and stuff the half potatoes with the mixture. Take them to the oven again for about 10 minutes.

Serve them still warm, with a simple salad and some mustard.

This recipe feeds 2 to 4 people.

Pizza de couve-flor / Cauliflower crust pizza

* Scroll down for the English version!

Nunca liguei pra moda. Na verdade, nunca entendi a ideia de alguém que dita “tendências”. Mas eu tenho que admitir que em relação à comida, eu sempre procuro saber das novidades. Talvez por não ser tão criativa assim para criar algo do nada (ou por preguiça de reinventar a roda), muitas vezes eu pesquiso pela web para ver o que há de mais bacana no mundo culinário. Nada chique, só aquilo que as pessoas normais têm feito em casa aí pelo mundo :-) E, claro, tento colocar meu toque pessoal e dicas que aprendo ao fazer.

Pizza com base de vegetais é uma dessas coisas da moda da cozinha. Muita gente faz dieta para emagrecer ou prefere comer menos glúten por questões de saúde, e usar vegetais é uma opção incrível para quem não abre mão de uma pizza. A couve-flor é a preferida e funciona super bem.

Já tive alguns problemas com a base, que grudou no papel manteiga. O ideal é extrair a umidade natural da couve-flor, tirando a água depois de cozinhar (aprendi isso no iFOODreal).

Descrevi uma cobertura simples de tomate e muçarela, mas sintam-se à vontade para inventar! Essa é a parte mais bacana!

Fiz uma pizza pequena, mas os ingredientes da lista são suficientes para fazer uma média.

Ingredientes:

  • 1 couve-flor grande
  • 2 ovos
  • ½ xícara de queijo parmesão ralado
  • Orégano a gosto
  • 1 pitada de sal
  • Rodelas de tomate (ou molho)
  • 1 xícara de muçarela ralada

Ligue o forno a 180°C. Lave a couve-flor e corte-a em pedaços médios. Bata em um processador de alimentos ou liquidificador, até que os pedaços fiquem pequenos como grãos.

Leve ao forno em um tabuleiro ou pirex, por 15 minutos.

Retire do forno e despeje em um pano de prato limpo. Junte as pontas e aperte, até que toda a água tenha escorrido (talvez você precise deixar esfriar um pouco antes de começar). Isso é importante para que a pizza não grude na forma.

Cubra uma forma redonda com papel manteiga e regue com azeite. Misture a couve-flor com os ovos, o parmesão, o orégano e a pitada de sal. Espalhe a mistura por cima do papel, fazendo a base da pizza. Deixe uma espessura de aproximadamente 6mm. Leve ao forno por 20 minutos.

Retire do forno e cubra com a muçarela, o tomate e mais um pouco de orégano. Leve ao forno novamente por 5 minutos ou até que o queijo esteja derretido.

Prontinho! Coma ainda quente!

Essa receita serve 2 pessoas.

I don’t really dig fashion. I never really understood the idea of someone who creates trends for other people. But I have to admit that when it comes to food, I’m always after the new thing. Perhaps because I’m not so creative as to keep coming up with something new out of thin air (or because I’m too lazy to invent the wheel again), I often search the web to see what is cool and new in the culinary world. And I don’t mean anything fancy, just what normal people have been cooking at home around the world :-) And of course, I try to add a personal touch or tips that I learn while making the dishes.

Vegetable crust pizza is one of these cooking trends. So many people try to lose weight or to eat less gluten for health reasons and using vegetables is a great option when you crave that delicious pizza. Cauliflower is a favorite and works really well.

I had some trouble with the base, which got stuck in the paper. The best thing to do is to extract most of the natural moist of the cauliflower, removing the water after cooking it (I learned that neat trick with iFOODreal).

I described a simple tomato and cheese topping, but feel free to use whatever you want! That is the best part!

I made a small pizza, but the ingredients in the list are enough for a medium one.

Ingredients:

  • 1 large cauliflower
  • 2 eggs
  • ½ cup of grated parmesan cheese
  • Oregano to taste
  • 1 pinch of salt
  • Tomato slices (or sauce)
  • 1 cup of grated mozzarella cheese

Turn the oven on at 180°C. Wash the cauliflower and cut it into medium pieces. Grind it using a blender or food processor, until the pieces are small as grains.

Take it to the oven on a baking tray for 15 minutes.

Remove it from the oven and dip it on a clean cheesecloth. Grab the tips and squeeze until all the water has drained (you may need to let it cool a little before starting). This is important so that the pizza won’t stick to the tray.

Cover a round baking tray with parchment paper and drizzle the paper with olive oil. Mix the cauliflower with the eggs, the parmesan cheese, oregano and pinch of salt. Spread the mixture on top of the paper, making the pizza crust. It should be about 6mm thick. Bake for about 20 minutes.

Take it out of the oven and cover it with mozzarella, tomato and a bit more of oregano. Bake for another 5 minutes or until the cheese has melted.

And it’s done! Eat it while it’s hot!

This recipe serves 2 people.

Suspiro de amendoim com chocolate / Peanut meringue with chocolate

* Scroll down for the English version!

Eu nunca fui muito fã de suspiro. A minha mãe tem uma expressão para esse tipo de doce que é gostoso, mas não é lá grandes maravilhas: desperdício de calorias ;-) Em uma família em que todo mundo sofre com a balança, a gente tem que escolher bem as sobremesas favoritas rs. E suspiro nunca esteve lá na minha lista.

Até que eu comi um diferente. Eu nunca entendi a paixão dos ingleses por suspiro até aquele dia. O chef do restaurante/pousada onde eu trabalhava misturou avelãs torradas e moídas com as claras e depois de pronto, decorou com uma calda de chocolate. E eu me apaixonei perdidamente.

Esse post é uma homenagem àquele dia e é uma chance de me redimir com o suspiro. Usei como base uma receita do Jamie (linda e bem mais complexa, por sinal) e adaptei para os ingredientes que tinha em casa.

Suspiro do meu coração, diz que me perdoa!

Ingredientes:

  • 3 claras de ovo
  • 7 colheres de sopa de açúcar de confeiteiro
  • 2 colheres de sopa de amendoim torrado e moído (ou avelãs)
  • 3 colheres de sopa de amêndoas (ou avelãs) picadas e torradas
  • 70g de chocolate picado (aproximadamente meia barra – usei meio amargo)
  • 1 pitada de sal
  • 1 pitada de flor de sal

Ligue o forno a 180°C e cubra um tabuleiro grande com papel manteiga.

Em uma vasilha limpa, bata as claras de ovo em picos firmes usando uma batedeira. Não deixe cair água, gema, cascas de ovos ou nenhuma outra impureza nas claras. Adicione o sal e vá colocando o açúcar lentamente, colherada por colherada, enquanto continua batendo. O resultado final é brilhante e os picos são bem estáveis. O açúcar não estará mais granulado. Adicione o amendoim (ou avelã) torrado e moído na mistura e bata mais um pouco.

Coloque uma gotinha da mistura de clara nos cantos do papel manteiga, como se fosse uma cola. Vire de cabeça para baixo e grude no tabuleiro. Despeje as claras no tabuleiro, em cima do papel e faça picos da forma como preferir. Asse por 1 hora, até atingir uma consistência firme no exterior. O interior deve ser macio e delicioso.

Caso as amêndoas (ou avelãs) ainda não estejam torradas, toste-as em uma frigideira por alguns minutos, mexendo sempre. Tome cuidado para não queimar.

Pique o chocolate em pedaços e derreta em uma panela ou no micro-ondas.

Retire o suspiro do forno e deixe esfriar. Coloque-o no prato ou tábua onde for servir. Espalhe as amêndoas picadas e torradas em cima e enfeite com o chocolate derretido. Polvilhe com a flor de sal.

Essa receita serve 6 pessoas.

I was never much of a fan of meringue. My mother has an expression for the kind of dessert that is nice, but really that big a deal: waste of calories ;-) In a family in which everyone has trouble with their weight, we have to choose our sweets very carefully. And meringue was simply never on my list.

Until one day I tried a different one. Here in Brazil we usually eat them very small, crispy and bland. So I never really understood why the British love it so much until that day. The chef of the restaurant/inn where I worked mixed ground hazelnuts with the egg whites and decorated everything with dark chocolate. And that was it. I was madly in love.

This post pays homage to that day and gives me a chance to redeem myself with meringue. I used a recipe by Jamie (which is beautiful and much more complex and sophisticated, in fact) as a base and changed the ingredients for what I had at home.

My dearest meringue, say you forgive me!

Ingredients:

  • 3 egg whites
  • 7 tablespoons of icing sugar
  • 2 tablespoons of toasted and ground peanuts (or hazelnuts)
  • 3 tablespoons of almonds (or hazelnuts) – toasted and chopped
  • 70g of chocolate – chopped (I used bittersweet)
  • 1 pinch of salt
  • 1 pinch of fleur de sel

Turn the oven on at 180°C and cover a large baking tray with parchment paper.

In a clean bowl, whisk the egg whites until they make firm peaks. Do not let any water, yolk or any impurity fall on the egg whites. Add the salt and slowly whisk in the sugar, one spoon at a time. The result should be glossy and firm. The sugar should not be grainy anymore. Add the toasted ground peanuts (or hazelnuts) in the mixture and whisk until incorporated.

Place a drop of the mixture on each corner of the parchment paper, using it as glue. Turn it upside down and stick it to the tray. Pour the egg whites on the tray, on top of the paper and make peaks, shaping them as you prefer. Bake for 1 hour, until crispy outside. The interior will be chewy and delicious.

In case the almonds (or hazelnuts) are still not toasted, do that now on a frying pan for a few minutes, stirring often. Be careful not to let them burn.

Chop the chocolate into pieces and melt it on a pan or microwave.

Remove the meringue from the oven and allow it to cool. Place it on the plate or board in which it will be served. Spread the toasted chopped almonds on top and decorate with the melted chocolate. Sprinkle with fleur de sel.

This recipe serves 6 people.

Galette de abóbora e queijo de cabra / Pumpkin and goat’s cheese galette

*Scroll down for the English version!

Eu nem sempre gostei de abóbora. Isso pode parecer um sacrilégio, especialmente vindo de uma vegetariana. Mas como eu já disse antes, isso tem muito a ver com a forma como o vegetal é cozido. Abobrinha derretida, beterraba cozida demais, e qualquer vegetal fervido até perder a cor e os nutrientes não agradam a ninguém. Pelo menos até onde eu entendo ;-)

Fui descobrir o potencial da abóbora depois de adulta. Nunca fui de recusar comida e sempre comi o que estava na mesa, mas comer com prazer mesmo, nem sempre. Mas hoje em dia, quando cozinho, as minhas formas favoritas são abóbora bem doce em alguma sobremesa, uma sopa bem saborosa ou se o prato é salgado, combinando com um queijo forte ou algo de sabor bem distinto.

Desafio os odiadores de abóbora a não gostar dessa torta. A canela e o açúcar ajudam a abóbora a caramelizar e ficar docinha e deliciosa. Ela praticamente derrete na sua boca. O queijo é intenso e salgado dando ao prato um contraste perfeito.

Aliás, é bom dizer que galette é simplesmente uma torta achatada e meio sem formato. Ela não é moldada por um recipiente, mas acompanha a forma feita a mão pela(o) cozinheira(o). A massa que eu usei é um tipo de “shortcrust” chamado Pâte Brisée. Ele leva bastante manteiga e fica crocante e muito saboroso depois de assado. Adaptei uma receita linda que achei no Savory Simple para fazer esse post.

Ingredientes para a massa:

  • 170g de farinha
  • ½ colher de chá de sal
  • 100g de manteiga congelada – picada em cubos
  • ¼ xícara de água fria

Ingredientes para o recheio:

  • ½ abóbora moranga
  • 1 cebola picada em cubinhos
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • 2 colheres de sopa de açúcar mascavo
  • 1 pitada de canela
  • ½ xícara de queijo de cabra (qualquer tipo) – picado em cubinhos ou esfarelado
  • Azeite
  • Sal a gosto

Ligue o forno a 200°C.

Misture a farinha, manteiga e sal em um processador de alimentos ou mexa com as mãos, quebrando a manteiga. O resultado final parece com farelos de pão. Eu gosto de deixar a manteiga bem fria, para que ela mantenha a consistência na hora de assar. Normalmente pico em cubinhos e levo ao congelador um pouco antes de começar a fazer a massa.

Adicione a água até dar liga. Talvez você não precise de usar toda. Quando estiver homogênea, faça um disco com a massa, enrole em plástico-filme e leve à geladeira por pelo menos meia-hora.

Pique a abóbora em pedaços grandes, espalhe-a em um tabuleiro e regue com azeite. Coloque um pouco de sal e leve ao forno. Assim que estiver macia (aproximadamente 40 minutos), retire a abóbora do forno e com cuidado, remova e descarte a casca. Pique em cubinhos.

Doure a cebola com a manteiga em uma frigideira. Junte a abóbora, o açúcar e a canela. Cozinhe por alguns minutos mexendo bem, deixando a abóbora caramelizar no açúcar. Reserve.

Retire a massa da geladeira e abra com um rolo em uma superfície coberta com farinha até ficar fina. Faça um círculo de aproximadamente 30cm de diâmetro. Cubra um tabuleiro grande com papel manteiga e transfira a massa até ele. Caso ela esteja quebradiça, apoie-a no rolo e desenrole em cima do papel.

Espalhe a abóbora por cima, deixando uma borda de 5cm. Cubra a abóbora com o queijo de cabra.

Dobre o excesso de massa em direção ao centro, formando um círculo menor. Refrigere por 15 minutos.

Retire da geladeira e asse a 200°C por aproximadamente 45 minutos ou até a massa ficar firme. Deixe esfriar um pouco antes de partir. Prontinho!

Essa receita serve 4 a 6 pessoas.

I didn’t always like pumpkin. That might sound like a blasphemy, especially coming from a vegetarian. But as I’ve said before, this has a lot to do with how the vegetable is cooked. Mushy zucchini, overcooked beetroot or any other vegetable that is boiled until all color and nutrients are removed are not appealing to anyone. Well, as far as I know, of course ;-)

I found out the whole potential of pumpkin and squash as an adult. I never really said no to food and always ate whatever was on the table, but not always enjoying it. So nowadays, when I cook, I usually like some very sweet dessert dish, a rich soup or a savory recipe, which combines a strong cheese or another intense ingredient with the vegetable.

I challenge the pumpkin haters not to like this pie. The cinnamon and sugar help the pumpkin to caramelize and turn sweet and delicious. It practically melts in your mouth. The cheese is intense and salty and gives the dish a perfect contrast.

By the way, it’s good to clarify that a galette is basically a flat and free-form pie. It’s not molded by a recipient, but follows the shape made by hand by the cook. I used a type of shortcrust called Pâte Brisée. It takes a lot of butter and gets wonderfully flaky and full of flavor after baked. I adapted a beautiful recipe from Savory Simple to make this post. I used kabocha, a Japanese pumpkin or squash, but the original recipe calls for butternut squash. So feel free to choose!

Ingredients for the crust:

  • 170g of flour
  • ½ teaspoon of salt
  • 100g frozen butter – chopped into cubes
  • ¼ cup of cold water

Ingredients for the filling:

  • ½ kabocha pumpkin or 1 small butternut squash
  • 1 onion chopped finely
  • 2 tablespoons of butter
  • 2 tablespoons of brown sugar
  • 1 pinch of cinnamon
  • ½ cup of goat’s cheese – crumbled or chopped into pieces
  • Olive oil
  • Salt to taste

Turn the oven on at 200°C.

Mix the flour, butter and salt in a food processor or break the pieces of butter with your hands. I like using very cold butter, so that it holds its shape when baking. I usually chop it into cubes and freeze for a while before starting the pastry.

Add the water until you can make a ball with the dough. You might not need all of it. Once it’s smooth, make a disk with the dough, wrap it in cling film and take it to the fridge for at least half an hour.

Chop the pumpkin into large pieces, spread them on a large tray and drizzle with olive oil. Add a little salt and put it to the oven. Once it’s soft (after about 40 minutes), take it from the oven and carefully remove and discard the peel. Chop into small cubes.

Cook the onion with the butter on a frying pan. Once the onion has turned golden, add the pumpkin, sugar and cinnamon. Cook for a few minutes, stirring often. The sugar will help the pumpkin to caramelize. Set aside.

Remove the dough from the fridge and roll it until thin on a flour-covered surface. Make a circle of about 30cm of diameter. Cover a baking tray or sheet with parchment paper and transfer the dough onto it. In case it’s not very firm, use the rolling for support and unroll it on the paper.

Spread the pumpkin on top, leaving 5cm of dough on the outside with nothing on it. Cover the pumpkin with the goat’s cheese.

Fold the excess dough towards the center, forming a smaller circle. Refrigerate for 15 minutes.

Remove it from the fridge and bake at 200°C for about 45 minutes or until the pastry is firm. Let it cool for a while before cutting a slice. And it’s done!

This recipe serves 4 to 6 people.